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A ata do Copom divulgada nesta terça-feira (22) reforça a percepção de desaceleração da atividade econômica e de perda de dinamismo no crédito livre, o que sustenta a ideia de continuidade no ciclo de cortes da Selic, hoje em 13,75%.
O documento também aponta incertezas relevantes, entre elas a instabilidade nos preços do petróleo, os impactos climáticos do El Niño e o efeito de eleições, o que alimenta interpretações mistas entre economistas sobre o rumo da política monetária.
Para o Itaú, a ata mantém a discussão em aberto sobre os próximos passos e não oferece sinais claros sobre a trajetória futura da taxa. O Goldman Sachs espera mais um corte em novembro, mas vê pouco espaço para continuidade no curto prazo, destacando que o contexto externo e a reação de mercado após a eleição presidencial serão determinantes.
Economistas ouvidos enfatizam que a ata demonstra maior convicção na desaceleração da economia, com foco na perda de dinamismo de setores mais cíclicos e na redução da concessão de crédito livre com prazos mais longos, que são sensíveis à política monetária.
Ao mesmo tempo, o crédito direcionado é visto como um componente expansionista que contrasta com as preocupações do Comitê sobre o impulso fiscal do governo, conforme apontado por analistas do setor financeiro.
As projeções variam entre os gestores de recursos: parte do mercado acredita na manutenção da Selic em 13,75%, enquanto outros apontam cortes condicionados a dados futuros, com cenários que vão de 13,25% a 13% ao fim do ano, e incertezas para 2027 devido a fatores fiscais e ao prêmio de risco da curva longa.
Fonte da matéria: infomoney.com.br


