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Toque no play para começarFoto: Wenderson Araujo / CNA
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o Brasil não corre risco de desabastecimento de fertilizantes na safra 2026/2027. Em discurso no 15º Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte (MG), ele disse ter viabilizado cerca de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados para o país, volume que cobre aproximadamente 76% do déficit de 5 milhões de toneladas previsto pelo governo.
Apesar do otimismo, o ministro ressaltou que a dependência externa continua sendo um gargalo estrutural do setor, com o Brasil importando mais de 90% dos fertilizantes consumidos e o insumo respondendo por mais de 25% dos custos de produção na agricultura.
Entre as medidas anunciadas, está a priorização de navios com cargas de adubo nos terminais marítimos do país, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, para reduzir gargalos logísticos.
No primeiro semestre de 2026, a indústria de matérias-primas de fertilizantes enfrentou escassez global de enxofre, entre outros fatores, o que elevou a importância de manter o fluxo de suprimentos. Na Bahia, a operação da Fafen-BA foi retomada com investimentos federais, atingindo cerca de 90% da capacidade e fornecendo ureia e amônia, além de atender a aproximadamente 5% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados.
Durante a coletiva de imprensa no CBA, o ministro anunciou um pré-acordo com a estatal marroquina OCP Nutricrops para assegurar o fornecimento de 3,8 milhões de toneladas de fertilizante ao Brasil, com as condições comerciais a serem negociadas entre OCP e importadores brasileiros, mantendo a dependência de fornecedores internacionais.
Fonte da matéria: iagronoticias.com.br


