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O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que endurecerá o regime prisional no país e criaria um “super presídio” caso seja eleito. Zema, ex-governador de Minas Gerais, fez as declarações nesta segunda-feira, 27, durante convenção do Partido Novo em Brasília.
Entre as medidas anunciadas, ele disse que proibiria visitas íntimas e as chamadas “saidinhas” temporárias para líderes de organizações criminosas. Zema também prometeu enquadrar todas as organizações criminosas como terroristas, argumento que, segundo ele, permitirá prender integrantes sem ceder à impunidade.
Ao criticar o desempenho do sistema de segurança, o pré-candidato afirmou que o Poder Judiciário “não prende bandido” e que as polícias militares têm sido desmoralizadas.
Sobre o “super presídio”, Zema propôs a construção em área remota da Amazônia, na divisa com Peru, Bolívia e Colômbia, para concentrar líderes de facções. Ele sugeriu que os detentos poderiam prestar trabalho às Forças Armadas e justificou a escolha da localização pela necessidade de reforçar a presença estatal em áreas de fronteira atualmente mal atendidas.
Para embasar a proposta, Zema citou a política adotada pelos Estados Unidos e voltou a afirmar que o Brasil deveria ter classificado facções criminosas como terroristas anteriormente, buscando recuperar o controle de regiões onde esses grupos ampliaram sua influência.
Fonte da matéria: atarde.com.br


