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Toque no play para começarFonte: Magnific
Ver sangue, tomar uma injeção ou passar por um procedimento médico pode fazer algumas pessoas perderem a consciência em segundos. Na maioria dos casos, esse quadro resulta da síncope vasovagal, uma resposta involuntária que provoca queda da pressão arterial e da frequência cardíaca e reduz temporariamente o fluxo sanguíneo para o cérebro.
O mecanismo envolve ativação exagerada do nervo vago, que regula funções automáticas do organismo. Com isso os batimentos cardíacos diminuem, os vasos se dilatam e a pressão arterial cai, o que explica a perda momentânea da consciência.
Segundo o cardiologista Gustavo Duque, do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, a combinação de bradicardia e dilatação vascular diminui rapidamente o aporte de sangue ao cérebro e aumenta a probabilidade de desmaio.
Antes da perda de consciência, é comum que surjam sinais de alerta, como palidez, suor frio, náusea, visão escurecida, zumbido e sensação de fraqueza. Ao cair ou deitar, o retorno do fluxo sanguíneo ao cérebro favorece a recuperação, que costuma ser rápida.
A neurologista Ana Letícia Moraes, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, ressalta que a síncope vasovagal geralmente tem um gatilho bem definido e sintomas premonitórios, o que a diferencia de outras causas de desmaio.
Causas neurológicas ou cardíacas, porém, podem provocar perda de consciência sem aviso prévio, inclusive durante esforço físico ou em repouso. Episódios acompanhados de dor no peito, falta de ar, palpitações, confusão prolongada após o desmaio ou histórico familiar de morte súbita exigem investigação imediata.
O cardiologista Rafael Vilanova, do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), no Rio de Janeiro, enfatiza que desmaios ocorrendo durante exercício, sem sinais de alerta ou associados a dor torácica, dispneia ou palpitações devem ser avaliados por um cardiologista para excluir doenças cardíacas.
Embora a síncope vasovagal seja a causa mais frequente em pessoas jovens e saudáveis, o desmaio também pode decorrer de arritmias, insuficiência cardíaca, estenose aórtica e outras condições cardiovasculares potencialmente graves.
Ao sentir os primeiros sintomas, especialistas orientam deitar e elevar as pernas ou sentar com a cabeça entre os joelhos para evitar a queda e facilitar o retorno do sangue ao cérebro. Manter hidratação adequada, evitar jejum prolongado, identificar gatilhos e adotar manobras de contração muscular podem reduzir a recorrência de episódios.
Procure avaliação médica quando houver sinais de alerta para causas cardíacas ou neurológicas, episódios sem prodromos ou recuperação lenta após o desmaio.
Fonte da matéria: metropoles.com


