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Ex-presidente do STF Luiz Octávio Gallotti morre aos 95 anos

Ex-presidente do STF Luiz Octávio Gallotti morre aos 95 anos

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Fonte: Reprodução

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti morreu às 14h23 de domingo, 26, aos 95 anos, segundo confirmação da família. Gallotti teve quase cinco décadas de carreira pública e jurídica.

O velório será realizado segunda-feira, 27, das 10h às 16h, no salão principal do STF, em Brasília. O sepultamento ocorrerá terça-feira, 28, no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio de Janeiro.

Nasceu no Rio de Janeiro em 27 de outubro de 1930 e integrava uma tradição familiar de juristas. Seu pai, Luiz Gallotti, chefiou a Procuradoria-Geral da República e presidiu o STF de 1966 a 1968. O avô materno, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, também foi procurador-geral e ministro do Supremo entre 1917 e 1931.

Formado pela Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ) em 1953, iniciou a carreira como estagiário no Ministério Público do antigo Distrito Federal e atuou no Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Foi nomeado ministro do TCU em junho de 1973 e assumiu a presidência do tribunal em 1974, quando conduziu medidas de modernização administrativa e os primeiros passos de informatização do controle de contas.

Em novembro de 1984, foi indicado ao STF pelo presidente João Figueiredo, tornando-se o último ministro nomeado no período do regime militar. No Supremo, integrou o Conselho Nacional da Magistratura e presidiu o Tribunal Superior Eleitoral entre 1989 e 1991. Presidiu o STF de maio de 1993 a maio de 1995 e, durante esse período, exerceu interinamente a Presidência da República em duas ocasiões, nos meses de junho e agosto de 1994. Aposentou‑se compulsoriamente em outubro de 2000 ao completar 70 anos.

Autoridades e órgãos públicos manifestaram condolências. O presidente do STF, Edson Fachin, destacou que a trajetória de Gallotti se confunde com a história do país e ressaltou sua prudência e compromisso com a Constituição. O ministro do TCU, Bruno Dantas, lembrou a opção de Gallotti pela prudência em vez do protagonismo em momentos de incerteza nacional. O advogado‑geral da União, Jorge Messias, ressaltou o legado de dedicação às instituições e manifestou solidariedade à família.

Deixa a viúva Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti, com quem era casado desde 1962, e dois filhos: Luiz Gallotti Neto e Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, atual ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). É sogro de Walton Alencar Rodrigues, ex‑presidente do TCU, e primo de Paulo Gallotti, que integrou o STJ.

Fonte da matéria: atarde.com.br