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Toque no play para começarFonte: Maioria dos migrantes foi enviada para o México, enquanto as demais pessoas foram distribuídas entre outros 27 países da América Latina, África e Pacífico • Isaac Guzman/AFP
Os Estados Unidos deportaram pelo menos 25.447 pessoas com base em acordos firmados com 35 países para receber migrantes que não têm vínculos com essas nações, segundo investigação divulgada em 21 de agosto pela organização Forbidden Stories.
Os acordos foram negociados em grande parte por uma nova unidade do Departamento de Estado criada em maio de 2025, o Escritório de Remigração, responsável por conduzir negociações e oferecer ajuda financeira a governos receptores.
A investigação indica que o governo do presidente Donald Trump, no exercício desde janeiro de 2025, destinou cerca de US$ 410 milhões para apoiar esses acordos, valor que inclui pagamentos diretos a países e repasses a organizações das Nações Unidas.
Documentos citados mostram que US$ 81 milhões foram previstos para os governos signatários, enquanto o restante foi destinado a organizações humanitárias, incluindo US$ 178 milhões para a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e US$ 123 milhões para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
De acordo com o relatório, a maioria dos deportados foi enviada ao México; os demais migrantes foram distribuídos entre 27 outros países na América Latina, África e Pacífico. Além desses 35 países, acordos adicionais foram negociados com outros sete Estados.
A investigação destaca negociações específicas, como memorando de entendimento assinado com Camarões em dezembro do ano anterior, seguido por um programa de assistência em saúde de cinco anos avaliado em quase US$ 400 milhões. O primeiro voo com deportados para Camarões chegou em 14 de janeiro.
O Escritório de Remigração é chefiado por Christian Jove Ehrhardt, diplomata de 41 anos que já atuou como agente de segurança, e teria conduzido viagens para países como Camarões durante as negociações.
Pequenos Estados também assinaram acordos: Palau fechou em dezembro de 2025 um compromisso para receber até 75 pessoas em troca de US$ 7,5 milhões, mas só recebeu três; Essuatíni recebeu 32 deportados desde julho de 2025 no âmbito de um acordo que previa até 160 pessoas e pagamentos de mais de US$ 5 milhões.
Advogados ouvidos por outra apuração da Agence France-Presse relataram que muitos deportados ficam em um “limbo jurídico”, retidos em países com os quais não têm laços e com direitos limitados. As agências da ONU envolvidas afirmaram que os fundos são usados conforme seus mandatos e que a participação busca melhorar a vida dos migrantes afetados.
Fonte da matéria: itatiaia.com.br


