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Aves frugívoras dispersam sementes e sustentam a regeneração das florestas

Aves frugívoras dispersam sementes e sustentam a regeneração das florestas

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Fonte: Lena Trindade/Brazil Photos/LightRocket via Getty Images

As aves frugívoras desempenham papel essencial na manutenção das florestas brasileiras ao consumir frutos e transportar sementes para novos locais, o que favorece a regeneração da vegetação, a expansão de espécies e a conservação da biodiversidade.

Para a ecóloga Flávia Nogueira de Sá, professora da Universidade de Brasília (UnB), o conceito de ave frugívora não se limita a espécies que se alimentam exclusivamente de frutos: elas ajudam a levar sementes por longas distâncias, possibilitando que plantas colonizem áreas distintas e garantindo a permanência das espécies vegetais nos ecossistemas florestais.

Depois de ingerir os frutos, as aves eliminam as sementes nas fezes, muitas vezes longe da planta-mãe. Esse transporte aumenta as chances de germinação e permite que árvores ocupem locais antes desmatados ou degradados.

Em projetos de restauração ambiental, a instalação de poleiros artificiais é citada como estratégia para atrair essas aves e acelerar a regeneração natural da vegetação.

O ecólogo Emerson Monteiro Vieira, do Departamento de Ecologia da UnB, alerta que a perda das aves frugívoras provoca efeitos em toda a cadeia ecológica. Sem esses dispersores, árvores que dependem exclusivamente deles podem desaparecer e a troca genética entre populações vegetais tende a ser reduzida.

Embora tenham capacidade de voo, muitas aves frugívoras evitam cruzar grandes áreas abertas. O desmatamento e a fragmentação de habitats dificultam seus deslocamentos, isolam populações e diminui tanto a dispersão de sementes quanto a diversidade genética das plantas.

Especialistas defendem que a conservação dessas aves exige proteção dos habitats naturais, criação de corredores ecológicos entre fragmentos florestais e ações contra a caça e o tráfico de animais. Essas medidas ajudam a prevenir a extinção funcional — quando uma população torna-se tão pequena que deixa de cumprir seu papel ecológico — e a preservar a capacidade de regeneração das florestas.

Fonte da matéria: metropoles.com