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Toque no play para começarFonte: Expectativas de futuro preocupam venezuelanos que perderam as casas durante terremoto • Itatiaia
Mais de 25.000 venezuelanos vivem atualmente em abrigos instalados após o terremoto de 24 de junho. Há mais de 100 campos de refúgio na capital Caracas e na região de La Guaira, segundo levantamento das equipes locais.
Nem todos os abrigos têm estrutura adequada: no estacionamento de uma farmácia na região de Vargas, próxima a La Guaira, cerca de 900 pessoas dormem em barracas e dependem de ajuda humanitária, trabalho voluntário e doações de comerciantes locais.
As vítimas questionam onde vão reconstruir suas casas. Diferentes atores — organizações da sociedade civil, universidades, governo federal e administrações regionais, inclusive opositoras à presidente Delcy Rodríguez — trazem propostas e estudos para viabilizar a reconstrução.
Entre as soluções analisadas está a adoção de casas pré-fabricadas. O estudante de arquitetura Luis Mário Mayuri, 22 anos, integra grupos de avaliação dos danos e afirma que uma alternativa eficiente seria trazer módulos prontos. Segundo as estimativas citadas, dez unidades cabem em um contêiner e cada casa pronta custaria cerca de US$ 20.000, valor fora do alcance da maior parte das famílias afetadas.
As opiniões sobre a resposta do governo estão divididas. O pedreiro Ronald Henrique Gomes, 53 anos, cujos imóveis foram destruídos em La Guaira, demonstra confiança na atuação federal. Em contraste, Cristina Mesa, 47 anos e mãe de três filhos, diz que a espera por medidas oficiais é angustiante e relata que o abrigo improvisado só permanece enquanto a empresa Farmatodo mantiver o espaço.
O presidente do Banco do Tesouro da Venezuela, Jimmy Orreda, reiterou o compromisso do governo com a frase da presidente Delcy Rodríguez: “Ninguém vai ser abandonado”. As autoridades estudam conceder financiamentos de até 80% do valor das residências, mas não esclareceram de onde sairão os recursos necessários.
No município de Chacao, na região metropolitana de Caracas, onde 68 pessoas morreram e dezenas de edifícios ficaram afetados, o prefeito Gustavo Duque apresenta um plano para captar recursos externos. Duque é oposição à presidente Delcy Rodríguez e busca apoio internacional para a reconstrução.
Fonte da matéria: itatiaia.com.br


