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Toque no play para começarFonte: Imagem ilustrativa • Rafael Minguet Delgado/Pexels
Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio e sinalizaram o envio de novos caças depois da confirmação da morte de três soldados americanos atribuída ao Irã. O presidente Donald Trump fez ameaças públicas nas redes sociais, afirmando que os iranianos pagariam “muitas vezes mais” por cada militar norte-americano morto.
Fontes da CNN informaram que Washington pretende deslocar mais aeronaves para a região. O analista de Relações Internacionais Lourival Sant’Anna disse ao programa CNN Prime Time, nesta segunda-feira (20), que os movimentos contemplam o envio de F-16 a partir de bases americanas na Alemanha e de F-35 a partir de bases no Reino Unido.
Segundo Sant’Anna, os F-16 seriam usados para abrir corredores atacando sistemas antiaéreos e radares inimigos, enquanto os F-35 ofereceriam capacidade de penetração furtiva e ataques de alta precisão. Para o analista, a combinação indica preparação para um conflito mais longo e destrutivo do que o previsto inicialmente.
O analista também afirmou que os Estados Unidos reconheceram a capacidade do Irã de atingir alvos distantes, citando ataques além do alcance habitual iraniano, como contra a Jordânia, e sugeriu possível apoio de inteligência chinesa e russa a essas ações.
Sant’Anna observou que, apesar da retórica de Trump sobre ter destruído o arsenal iraniano, o Irã segue operando drones altamente evasivos, que representam a principal ameaça no Estreito de Ormuz. Ele destacou que a persistência desses ataques, mesmo com declarações do governo americano, provoca questionamentos sobre a capacidade militar dos Estados Unidos.
O conflito também abriu novas frentes: os houthis, no Iêmen, apoiados pelo Irã, anunciaram a intenção de fechar o Estreito de Bab al-Mandeb. Junto ao Estreito de Ormuz, essa iniciativa pode criar um novo ponto de crise com efeitos sobre o fluxo energético global.
Sant’Anna afirmou ainda que os Estados Unidos teriam iniciado ataques a usinas de dessalinização, e que o Irã respondeu atacando instalações semelhantes no Kuwait. Por se tratarem de alvos civis, o analista classificou essas ações como potenciais crimes de guerra e alertou que a guerra tende a agravar o sofrimento da população civil.
Fonte da matéria: itatiaia.com.br


