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Toque no play para começarFonte: Créditos: Wenderson Araujo / CNA
O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou que as obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) na Bahia devem ser retomadas em agosto, após a conclusão do processo de licitação. O Grupo Mota-Engil foi apontado pela pasta como responsável pela execução estrutural do segmento que liga Ilhéus, no litoral sul, a Caetité, no alto sertão.
O projeto baiano da FIOL tem custo estimado em R$ 15 bilhões, e a empresa deverá se comprometer a investir quase metade desse valor para viabilizar e concluir o trecho 1. As obras estavam paralisadas desde março de 2025 por problemas financeiros que impediram a concessionária anterior de finalizar os serviços.
Mesmo com a interrupção, a infraestrutura do corredor apresenta alto grau de execução: o trecho 1 registra 75% das intervenções concluídas e o trecho 2, entre Caetité e Barreiras, alcançou 71% de obras físicas executadas. Com as tratativas em andamento na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a prioridade definida é concluir os trilhos na Bahia para destravar a implantação do corredor ferroviário.
Ao ser concluída, a FIOL pretende conectar o oceano Atlântico, pelo terminal do Porto Sul em Ilhéus, ao porto de Chancay, no Peru, criando uma rota internacional com acesso mais direto ao mercado asiático. O avanço da ferrovia é apontado como fator de inserção e fortalecimento da produção baiana no comércio exterior.
Além da melhoria logística, o projeto tende a reduzir custos do escoamento de grãos, problema histórico que pressiona despesas do agronegócio, sobretudo na região do Matopiba. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mais de 60% da carga nacional ainda depende de rodovias, e a migração para ferrovias poderia reduzir cerca de 30% dos custos logísticos do setor.
Relatórios da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) também destacam ganhos ambientais: trens emitem entre 75% e 90% menos gases de efeito estufa do que caminhões por tonelada de carga transportada, diminuindo a pegada de carbono do transporte de cargas.
Fonte da matéria: iagronoticias.com.br


