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Causa da morte de irmãos em Valéria segue sem respostas 17 meses após os óbitos

Causa da morte de irmãos em Valéria segue sem respostas 17 meses após os óbitos

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Fonte: Reprodução

Família e autoridades ainda não têm resposta definitiva sobre o que matou os irmãos Benjamim Fonseca de Souza, de 7 anos, e Maria Valentina Fonseca, de 5. As crianças foram encontradas mortas em 6 de fevereiro de 2025 no apartamento onde moravam no Residencial Lagoa da Paixão, no bairro de Valéria, em Salvador.

A mãe das crianças, Yasmin Conceição Fonseca, que passou seis dias internada e recebeu alta em 12 de fevereiro de 2025, afirma viver em busca de explicações. Ela diz ter apresentado sintomas semelhantes aos da família na ocasião e relata ter sido informada pela delegacia de que seria comunicada quando os laudos ficassem prontos, o que, segundo ela, não ocorreu.

A principal linha de investigação inicial apontou para a hipótese de envenenamento. A família relatou sintomas como dores abdominais, diarreia, náuseas e vômitos, e a avó, Alexandra de Jesus Fonseca, disse que não acredita em participação da mãe ou do padrasto, Jean Silva da Hora, na morte das crianças.

A família reclama da demora nas diligências e do sentimento de abandono. Alexandra afirmou que, após as primeiras ações, peritos não retornaram ao apartamento e fez críticas à forma como parte do material foi recolhido. Yasmin mudou de bairro e buscou orientação jurídica na Defensoria Pública, sem obter atendimento até a publicação desta reportagem.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue “no aguardo dos laudos periciais para o prosseguimento do inquérito policial” e que oitivas e diligências são realizadas para a elucidação. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) respondeu que os laudos das necropsias de Benjamim e Maria Valentina foram concluídos e entregues em 13 de agosto de 2025, mas que exames complementares de maior complexidade, incluindo análises toxicológicas, foram solicitados e estão em fase final de processamento no Laboratório Central de Polícia Técnica.

Enquanto aguarda a conclusão dos exames e do inquérito, Yasmin diz sustentar-se na fé e no tratamento psicológico e afirma que continuará buscando respostas sobre o que ocorreu em 6 de fevereiro de 2025.

Fonte da matéria: atarde.com.br