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Toque no play para começarFonte: Divulgação/Gérard Zinzindohoué
Pesquisadores liderados por Gérard Zinzindohoué, do Instituto de Pesquisas Halieuticas e Oceanológicas do Benin, localizaram um recife de coral em boas condições na costa do Benin que havia sido classificado como morto a partir de observações da década de 1960.
O achado foi divulgado na revista Frontiers in Marine Science no domingo (19/7). A equipe empregou um levantamento por sonar moderno, um sistema de câmeras e um drone subaquático para revisar a área.
Levantamentos anteriores indicavam que um recife possivelmente inativo estava a mais de 50 metros de profundidade. Com as novas tecnologias, os cientistas detectaram dois sinais de recife e, ao investigar as áreas promissoras, confirmaram um ecossistema saudável, formado por oito tipos distintos de coral e por oito espécies de peixes na vizinhança.
Os pesquisadores sugerem que o local corresponde a um recife mesofótico — comunidade de corais em águas mais profundas que pode ocorrer de forma dispersa, em vez de formar uma estrutura contínua típica dos recifes rasos. Zinzindohoué afirmou que, segundo seu conhecimento, este é o primeiro registro confirmado de um ecossistema de coral mesofótico vivo na plataforma continental do Golfo da Guiné.
Não foi possível coletar amostras no local, o que impede a identificação precisa das espécies e a investigação sobre se o recife esteve sempre vivo ou se sofreu mortalidade seguida de recuperação. Os cientistas acreditam que o sistema documentado não constitui uma barreira contínua de corais, mas avaliam como provável a existência de outros recifes ainda não registrados na região.
Fonte da matéria: metropoles.com


