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Ameaça de guerra global é o risco que mais cresceu em 2026, aponta ONU

Ameaça de guerra global é o risco que mais cresceu em 2026, aponta ONU

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Fonte: Delegados reunidos em sessão do Conselho de Segurança da ONU • Stan Honda/ AFP

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta terça-feira (15), aponta que a possibilidade de uma nova guerra mundial se tornou a principal preocupação entre especialistas em riscos globais.

O tema subiu 16 posições em relação a 2024, a maior alta entre os 28 riscos avaliados, segundo a pesquisa que consultou 1.300 pessoas de governos, organizações internacionais, empresas, universidades e sociedade civil.

Os participantes analisaram questões políticas, econômicas, ambientais, sociais e tecnológicas. Para 36% dos entrevistados, um conflito em larga escala poderia afetar significativamente a humanidade em até um ano; o prazo aumenta para 76% quando pensado para sete anos.

A possibilidade de uma terceira guerra mundial foi o único risco a aparecer entre os seis primeiros em todos os critérios avaliados, conforme o estudo.

Comparado a 2024, o cenário mudou: ameaças ambientais, desinformação e pandemias ocupavam o topo da lista, enquanto, em 2026, tensões geopolíticas, conflitos e enfraquecimento do Estado de Direito ganharam destaque.

A pesquisa mostra que o impacto do conflito se observa em todas as sete regiões analisadas pela ONU, com guerra em grande escala e questões geopolíticas entre os principais riscos em várias regiões.

Outras ameaças tiveram maior relevância neste ano, como a ascensão da preocupação com inteligência artificial e riscos tecnológicos, especialmente na Europa e na América do Norte, além de manterem-se entre os principais riscos as mudanças climáticas.

Entre as constatações, a falta de ação para conter o aquecimento global foi apontada como a maior ameaça; pandemias e riscos biológicos não entraram mais no ranking das dez primeiras em nenhuma região. A maioria dos entrevistados considera a cooperação entre governos a medida mais eficaz para prevenir crises, e 86% avaliam que os recursos destinados à redução de riscos são insuficientes.

O relatório, porém, enfatiza que não é uma previsão, mas uma leitura das percepções atuais de especialistas sobre riscos globais.

Fonte da matéria: itatiaia.com.br