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Toque no play para começarFonte: Sally Anscombe/ Getty Images
A escova de dentes começa a ser colonizada por microrganismos desde o primeiro contato com a boca, segundo especialistas. Saliva, resíduos alimentares e a própria microbiota oral deixam as cerdas suscetíveis à presença de bactérias e fungos, especialmente quando permanecem úmidas.
Para a dentista Carine Castro Valle, da Castro Valle Odontologia, em Brasília, a umidade favorece a multiplicação desses agentes. Armazenamento inadequado, contato entre escovas e proximidade com o vaso sanitário também aumentam a sobrevivência dos microrganismos.
Geisa Cantelli, da Premura Clinic, ressalta que o problema se agrava quando há combinação de contaminação ambiental e ventilação insuficiente, que facilita a formação de biofilme nas cerdas.
Entre as medidas práticas recomendadas estão enxaguar bem a escova após o uso, eliminar o excesso de água e deixá‑la secar na posição vertical em local limpo e ventilado. É aconselhável fechar a tampa do vaso sanitário antes de dar descarga e evitar que as cerdas fiquem em contato com outras escovas. Guardar a escova em protetores ou recipientes fechados pode manter a umidade e favorecer a proliferação de germes.
A troca periódica é indispensável: mesmo com aparência boa, as cerdas perdem eficiência e acumulam mais microrganismos com o tempo. A recomendação geral é substituir a escova a cada três meses e antecipar a troca em situações de doenças como gripe, resfriado, Covid‑19, infecções de garganta, herpes labial ou candidíase oral, para reduzir o risco de reexposição aos agentes presentes na própria escova.
Adotar esses cuidados ajuda a manter a eficácia da higiene bucal e a diminuir a chance de contaminação durante a escovação.
Fonte da matéria: metropoles.com


