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Litro da gasolina sintética na F1 custa até R$ 2.500

Litro da gasolina sintética na F1 custa até R$ 2.500

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Fonte: Imagem gerada por IA/Gemini

Por Paulo Amaral | 26/07/2026 às 09:01

A temporada 2026 da Fórmula 1 adotou gasolina sintética 100% renovável para os 22 carros do grid. O combustível, produzido em laboratório a partir de captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa, tem como meta reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 60% em relação a temporadas anteriores.

O preço por litro chama a atenção: varia entre R$ 900 e R$ 2.500, conforme o fornecedor de cada equipe. Como os tanques dos monopostos comportam 100 litros, encher um carro pode superar R$ 250 mil; com dois pilotos por equipe, o gasto por fim de semana em combustível pode atingir R$ 500 mil.

O consumo também aumenta o custo. No circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, cada carro consumiu em média 3,2 litros por volta — cerca de 2,18 km/l, mesmo tratando‑se de veículos híbridos. Estima‑se que abastecer todo o grid em uma etapa chegue a R$ 3,4 milhões.

Em uma temporada de 24 corridas, o gasto acumulado com a gasolina sintética pode ultrapassar R$ 83 milhões.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirma que o preço elevado reflete a complexidade da pesquisa e o baixo volume inicial de produção, mas aponta que a tecnologia deve ganhar escala e tornar‑se mais acessível com o tempo.

A introdução do combustível na F1 também funciona como um laboratório para os carros de rua: a mistura foi testada anteriormente na Fórmula 2 e na Fórmula 3 e, segundo as avaliações, apresenta eficiência energética equivalente aos combustíveis fósseis sem reduzir o desempenho dos motores. Cada equipe desenvolve sua versão em parceria com fornecedores distintos, entre eles a Saudi Aramco, que fornece para a Aston Martin.

Marcas do setor automotivo, como a Porsche, vêm investindo em instalações de produção de gasolina sintética — a fabricante mantém uma planta no Chile — com a expectativa de que, à medida que a tecnologia avance, os preços caiam e o combustível se transforme em alternativa viável para o mercado global.

Fonte da matéria: canaltech.com.br