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A Câmara Municipal de Vitória da Conquista voltou a discutir a assistência à saúde após o relato do vereador Alexandre Xandó (PT) sobre o fechamento dos atendimentos do SUS no Hospital Unimec, unidade privada que atuava no município.
Segundo Xandó, a gestão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) precisa esclarecer como ficará o fluxo de pacientes que dependiam dos serviços da instituição, já que a UPA mantida pelo governo estadual está com alta demanda.
O parlamentar destacou a preocupação com a estratégia municipal de encaminhar essa demanda para a rede de atenção básica, o que, na visão dele, pode sobrecarregar os postos de saúde e agravar um cenário já crítico, com relatos de falta de medicamentos e de longas esperas por exames.
Além disso, o debate ocorreu em meio à promulgação da Lei Orçamentária Anual de 2026, que prevê um contingenciamento de aproximadamente 72 milhões na Saúde, como parte de um esforço mais amplo que atinge as contas públicas da cidade.
Vereadora Viviane Sampaio (PT) comentu sobre o impacto do enxugamento financeiro na assistência básica, apontando problemas de gestão, falta de suprimentos e suspensão de coleta de laboratório na zona rural.
Os reflexos da contenção de gastos incluem dificuldades na aquisição de medicamentos essenciais, atraso na marcação de exames e cirurgias, além de paralisação de ações de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, segundo relatos na cidade.
Moradores criticam as prioridades orçamentárias, destacando eventos como o São João em meio à pressão sobre a saúde e questionando a relação entre arrecadação municipal e os serviços oferecidos à população.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Vitória da Conquista para obter respostas sobre o encerramento de atendimentos do SUS no Unimec, e aguarda retorno sobre os questionamentos.
Fonte da matéria: atarde.com.br


