Escutar notícia com IA
Toque no play para começarFonte: Reprodução
A Samsung afirmou que os preços dos celulares provavelmente ficarão sob pressão até pelo menos 2028, devido à escassez global de memória RAM estimulada pela crescente demanda de empresas de inteligência artificial.
Em teleconferência sobre resultados, executivos relataram que a procura dos clientes segue acima da capacidade disponível. Pedidos não atendidos em 2026 tendem a ser transferidos para 2027, o que reduzirá ainda mais a margem para abastecer lançamentos do ano seguinte.
A empresa tenta aumentar sua produção de memórias em quase 15% para atender grandes clientes, como a Apple. No entanto, ampliar a capacidade não se resume a acelerar linhas existentes: a construção de uma nova fábrica de chips e o início da produção costumam levar mais de três anos.
Por essa razão, a Samsung considera improvável um aumento expressivo da oferta antes do fim de 2028. A projeção tem impacto amplo, dado que Samsung, SK Hynix e Micron respondem juntas por cerca de 75% da produção mundial de memória RAM.
Com pouca margem para expandir a oferta no curto prazo, a concorrência pelos componentes mantém os custos elevados, afetando celulares, consoles portáteis e outros dispositivos que demandam grandes volumes de memória.
A própria Samsung já sentiu os efeitos: a divisão de dispositivos móveis registrou prejuízo trimestral pela primeira vez, resultado atribuído à pressão dos custos de peças. Em contraste, a área de semicondutores apresentou lucro operacional de 89,2 trilhões de won (aproximadamente R$ 307,2 bilhões), beneficiada pela forte procura por memória.
A empresa não apresentou previsão para o fim da crise e disse ter pouca visibilidade sobre o mercado após 2029, período em que a demanda por inteligência artificial e os novos investimentos em produção ainda são difíceis de estimar.
Enquanto novas fábricas não entram em operação ou a procura das empresas de IA diminui, a tendência é a continuidade de reajustes nos preços de celulares e outros eletrônicos. A pressão não atinge apenas aparelhos da Samsung, já que a companhia fornece memórias para várias empresas do setor. Recentemente, SSDs chegaram a ficar mais de 200% mais caros nos últimos 12 meses.
Fonte da matéria: canaltech.com.br


