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Perda de tecido adiposo saudável pode elevar risco de diabetes, indica estudo

Perda de tecido adiposo saudável pode elevar risco de diabetes, indica estudo

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Fonte: Freepik

Um estudo publicado na revista The Journal of Clinical Investigation em novembro de 2025 aponta que a perda de tecido adiposo saudável pode prejudicar o metabolismo e aumentar o risco de diabetes e de esteatose hepática.

Pesquisadores da Universidade de Michigan investigaram a lipodistrofia parcial familiar tipo 2 (FPLD2), uma condição rara em que a gordura desaparece de algumas áreas do corpo. Para entender os efeitos dessa perda, a equipe analisou amostras de tecido adiposo de pacientes com a síndrome e criou um modelo de camundongo com a mesma alteração genética observada na doença.

Os cientistas identificaram alterações que impedem as células de gordura de armazenar e processar lipídios corretamente. As células afetadas exibiram um quadro inflamatório e prejuízo nas mitocôndrias, organelas responsáveis pela produção de energia, o que compromete a função do tecido adiposo até seu desaparecimento progressivo.

Segundo os autores, quando o organismo perde tecido adiposo funcional, reduz-se a capacidade adequada de estocar gordura e de produzir hormônios importantes para o controle metabólico e da glicemia. Essa disfunção contribui para o desenvolvimento de doenças metabólicas, incluindo diabetes tipo 2 e acúmulo de gordura no fígado.

A endocrinologista Elif Oral, uma das autoras, destacou que o estudo reforça a importância da gordura saudável para a manutenção do metabolismo e lembrou que a diabetes tipo 2 envolve não só as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, mas também as células adiposas no controle da glicose.

Os pesquisadores acreditam que os achados podem orientar a criação de estratégias para proteger o tecido adiposo antes da sua perda, diminuindo os danos metabólicos associados à condição. Eles ressaltam, porém, que são necessários novos estudos para confirmar os resultados e avaliar se as conclusões podem ser aplicadas no desenvolvimento de tratamentos para doenças metabólicas.

Fonte da matéria: metropoles.com