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Toque no play para começarFonte: O longa traz um dos elencos mais estrelados dos últimos tempos. • Universal Pictures/Divulgação
Depois do sucesso de “Oppenheimer”, Christopher Nolan levou para o cinema a epopeia atribuída a Homero, composta entre os séculos VIII e VII a.C. A obra, que sucede a “Ilíada” ao narrar eventos ligados à Guerra de Troia, estreou há uma semana e já ultrapassou 200 milhões de dólares em bilheteria mundial.
1. Efeitos práticos e cenografia reais. Nolan evitou o uso excessivo de computação gráfica e privilegiou estruturas físicas. A cena em que Odisseu fica preso na caverna do ciclope é marcada por efeitos práticos: o gigante foi recriado em um boneco de 18 metros de altura.
2. Uma nova visão do cavalo de Troia. A chegada do cavalo recebeu tratamento inédito no cinema. A peça de madeira, construída como uma estátua de mais de 12 metros, é explorada de dentro para fora, e o diretor altera a perspectiva clássica da cena para aproximar o público da experiência dos gregos.
3. Filmagens em alto mar e locações diversificadas. As tomadas dos navios de Odisseu foram feitas no oceano, o que resultou em registros fotográficos impressionantes. A produção rodou em Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e no território do Saara Ocidental.
4. Trilha sonora inspirada na Antiguidade. Ludwig Göransson compôs a música seguindo a orientação de Nolan para evitar orquestras modernas. Para reconstruir timbres da Idade do Bronze, o compositor usou liras da Grécia Antiga, instrumentos de sopro como o aulos e 35 gongos de bronze afinados com microtons.
5. Fotografia e formato de exibição. Com direção de fotografia de Hoyte Van Hoytema, o filme é apontado como o primeiro longa totalmente capturado em película IMAX de 70 mm. No Brasil, embora existam 12 salas IMAX, todas operam com projeção digital, o que significa que o público nacional verá a versão IMAX em projeção digital, não na cópia analógica em película defendida por Nolan.
Além dos aspectos técnicos, a adaptação de Nolan amplia o foco do texto original: não se trata apenas da jornada heróica de Odisseu, mas também de uma abordagem psicológica do protagonista, marcada por traumas e culpas da guerra e pela dificuldade de retornar a uma vida que mudou com o tempo.
Fonte da matéria: itatiaia.com.br


