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Tensões no Oriente Médio elevam petróleo, mas desinflação reduz risco de alta de juros pelo Fed

Tensões no Oriente Médio elevam petróleo, mas desinflação reduz risco de alta de juros pelo Fed

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Fonte: (Giovanna Sutto/Imagem criada com auxílio de IA Copilot)

A nova escalada de tensões no Oriente Médio voltou a pressionar os preços do petróleo e elevar os riscos para a economia global, segundo relatório do Goldman Sachs assinado por Jan Hatzius.

O banco aponta que o principal risco de curto prazo é o mercado de energia. Mantém suas projeções para o Brent em US$ 80 por barril no fim de 2026 e US$ 75 em 2027, mas alerta que novos ataques a petroleiros ou à infraestrutura regional poderiam levar o preço novamente para patamares acima de US$ 100 por barril.

Ao mesmo tempo, o Goldman destaca uma melhora no cenário inflacionário, sobretudo nos Estados Unidos. O relatório indica que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), a medida preferida pelo Federal Reserve, apresentou comportamento benigno em junho, reforçando expectativas de desaceleração gradual da inflação.

Os economistas do banco estimam que a inflação subjacente americana deve se aproximar de 2% em 2027, com contribuição menor dos preços de energia, de softwares e dos efeitos de tarifas comerciais.

Nesse contexto, o Goldman Sachs afirma que a melhora do quadro inflacionário praticamente eliminou as chances de uma alta de juros na próxima reunião do Fed, marcada para 28 e 29 de julho. Novas elevações não estão totalmente descartadas, mas exigiriam inflação significativamente mais forte ou um mercado de trabalho mais aquecido do que o esperado.

O relatório também sinaliza moderação gradual da atividade nos EUA: o banco estima crescimento próximo de 2,25% no primeiro semestre e projeta desaceleração no restante do ano, diante do enfraquecimento da renda disponível das famílias e dos riscos ligados a uma possível perda de impulso do ciclo de investimentos em inteligência artificial.

Segundo o Goldman, o cenário global segue marcado por forças opostas — renovação dos riscos geopolíticos e a possibilidade de um novo choque nos preços do petróleo, em contraponto à inflação mais comportada e à perspectiva de condições monetárias menos restritivas —, e esse equilíbrio deverá orientar os mercados nos próximos meses.

Fonte da matéria: infomoney.com.br