Atualizado há poucos minutos Agora

Aspirina pode reduzir mortes em suspeita de infarto, mas exige cuidados

Aspirina pode reduzir mortes em suspeita de infarto, mas exige cuidados

Escutar notícia com IA

Toque no play para começar
00:00 00:00

Fonte: Magnific

A aspirina é uma das primeiras medidas recomendadas diante da suspeita de infarto agudo do miocárdio porque ajuda a evitar que o coágulo na artéria aumente, reduzindo o risco de morte quando dada precocemente.

O cardiologista Ernesto Joscelin, do Hospital Brasília, orienta que, em caso de suspeita, o paciente mastigue dois a três comprimidos de AAS infantil de 100 mg cada, o que acelera a absorção pela mucosa oral e permite efeito mais rápido — importante quando cada minuto conta.

Especialistas alertam, porém, que tomar aspirina não substitui a procura imediata por atendimento. Algumas causas de dor torácica, como dissecção da aorta e hemorragias digestivas, podem apresentar sintomas semelhantes e contraindicar o uso do medicamento.

Entre as principais contraindicações estão alergia grave ao ácido acetilsalicílico (AAS), sangramento ativo, pressão arterial muito elevada e descontrolada, hemofilia e condições com redução significativa de plaquetas.

O médico emergencista Yuri Castro Santos, de Varginha (MG), reforça que o paciente não deve tentar diagnosticar sozinho a causa da dor no peito e que dor torácica persistente e intensa exige avaliação emergencial com eletrocardiograma.

Ao identificar suspeita de infarto, a prioridade é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192. O transporte por ambulância permite monitoramento contínuo, realização de eletrocardiograma e início do tratamento durante o deslocamento ao hospital.

Enquanto aguarda socorro, a recomendação é manter repouso e evitar esforço físico; também não se deve dirigir até a unidade de saúde, pois complicações como arritmias e parada cardiorrespiratória podem ocorrer nas primeiras horas do infarto.

Confirmado o diagnóstico, o paciente pode ser submetido a procedimentos como angioplastia com implante de stent ou, em alguns casos, cirurgia de revascularização. Quanto menor o tempo entre o início dos sintomas e a desobstrução da artéria, maiores as chances de recuperação e menor o risco de sequelas.

Fonte da matéria: metropoles.com