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Toque no play para começarFonte: Créditos: Wenderson Araujo / CNA
O setor leiteiro do Brasil apresentou leve melhoria nos últimos meses de 2026, com a Faeb apontando recuperação nos valores do leite na Bahia no quarto trimestre, ainda que as margens dos produtores permaneçam sob pressão.
O ajuste ocorreu em meio a um cenário de crise que se intensificou a partir de 2024, quando a entrada de leite em pó importado a preços subsidiados contribuiu para queda nas cotações nacionais e prejudicou a rentabilidade de pequenos e médios pecuaristas.
Investigações apontaram dumping de até 60% para leite argentino e até 50% para leite uruguaio, o que pressionou o mercado interno e reduziu a demanda das indústrias lácteas, levando, em alguns casos, ao abate de matrizes e ao fechamento de operações.
Com a confirmação técnica do dumping em maio de 2026, entidades do agronegócio e a Frente Parlamentar da Agropecuária pressionaram pela adoção de medidas de defesa comercial pelo Gecex/Camex. Nos meses seguintes, houve alta no preço médio pago ao produtor no Brasil, à medida que as importações consideradas predatórias diminuíram e a oferta de leite em pó estrangeiro recuou, ajudando a recompor a rentabilidade da atividade.
Na Bahia, esse cenário de recuperação de preços aparece como parte do efeito nacional: a valorização da matéria-prima e a menor pressão de importações contribuíram para uma melhora nos valores recebidos pelos produtores locais, ainda que a margem de lucro continue alvo de tensão institucional e econômica.
Fonte da matéria: iagronoticias.com.br


