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OMC: reforma do comércio pode elevar PIB global em 2,9% até 2050

OMC: reforma do comércio pode elevar PIB global em 2,9% até 2050

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Fonte: Reprodução

A Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que o fortalecimento do sistema multilateral pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) global em 2,9% até 2050, conforme a edição deste ano do Relatório sobre o Comércio Mundial, divulgada nesta terça-feira, 15.

O relatório compara três cenários: um de maior abertura e modernização das regras, um de fragmentação geopolítica e um em que a OMC é substituída por uma rede de acordos bilaterais.

No cenário mais favorável, que combina maior abertura de mercados, novas regras multilaterais para comércio digital e serviços, ampliação da adesão à OMC e equilíbrio entre abertura e segurança econômica, as exportações globais cresceriam 17,9%.

Em um mundo fragmentado por blocos geopolíticos, a OMC projeta queda do PIB de 5,1% e recuo das exportações de 18,6% em relação ao cenário-base.

Se a OMC deixasse de operar e fosse substituída por uma rede de acordos de livre comércio, as perdas seriam maiores: até 6,9% do PIB global e redução de 26,9% nas exportações.

O documento afirma que o sistema comercial enfrenta sua mais grave ruptura em 80 anos, embora cerca de 72% do comércio global de mercadorias ainda ocorra sob as regras de nação mais favorecida da OMC.

Segundo a organização, a adesão à OMC desde 1995 ajudou a elevar em cerca de 140% o comércio entre membros, e parte das tensões atuais decorre do próprio sucesso da integração comercial, que tornou a economia mundial mais aberta, interdependente e multipolar.

A OMC identifica quatro desafios centrais: a redistribuição do poder econômico, o avanço de subsídios e outras intervenções estatais, as mudanças geradas por cadeias globais e pela digitalização e inteligência artificial, e o aumento das tensões geopolíticas.

O relatório conclui que a alternativa é adaptar a cooperação multilateral às realidades econômicas atuais ou correr o risco de avançar para um sistema mais imprevisível e baseado no poder político.

Fonte da matéria: infomoney.com.br