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Toque no play para começarFonte: Consumidora em mercado em São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, avançou 0,06% em julho de 2026, contra alta de 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado do ano, o IPCA-15 subiu 3,51% e, em 12 meses, acumulou 4,52%, abaixo dos 4,80% apurados nos 12 meses anteriores. Pesquisa da Reuters apontava expectativa média de alta de 0,20% no mês e de 4,67% em 12 meses.
Dos nove grupos analisados, Habitação registrou a maior variação (0,97%) e o maior impacto (0,15 ponto percentual). Em sentido oposto, Alimentação e bebidas teve a menor variação (-0,66%) e impacto (-0,15 ponto percentual). As demais variações oscilaram entre a queda de 0,33% em Vestuário e a alta de 0,28% em Saúde e cuidados pessoais.
Na Habitação, a energia elétrica residencial subiu 3,03% e foi o principal impacto individual do mês (0,12 p.p.). A alta incorpora a vigência da bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 por 100 kWh, e reajustes tarifários: 19,55% em Curitiba (12,85%), vigente desde 24 de junho; 14,89% em uma concessionária de Porto Alegre (5,05%) desde 19 de junho; 8,85% em uma concessionária de São Paulo (2,65%) desde 4 de julho; e 5,21% em Belo Horizonte (1,37%), a partir de 28 de maio.
No Rio de Janeiro, a variação de 4,88% na energia elétrica reflete o retorno do reajuste de 15,10% sobre tarifas de março de 2026, em uma concessionária, conforme o despacho 2.129 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de 11 de junho de 2026.
Também em Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 0,26%, influenciada por reajustes de 5,77% em Porto Alegre (1,48%), vigentes desde 1º de julho; 3,97% em Brasília (1,94%), desde 1º de junho; e 2,52% em Curitiba (0,08%), desde 17 de maio. O gás encanado caiu 0,30%, reflexo de redução média de 2,00% nas tarifas do Rio de Janeiro (-0,99%) em 1º de junho.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,28%), contribuíram os produtos de higiene pessoal (0,51%), com perfume subindo 1,74%, e o reajuste de planos de saúde (0,42%) autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual autorizado foi de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2025 e ciclo que se encerra em abril de 2026. Para planos contratados antes da lei, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.
O grupo Transportes passou de -0,03% em junho para 0,11% em julho, influenciado pela alta de 11,70% nas passagens aéreas. Em contrapartida, os combustíveis recuaram 0,90%, com quedas no etanol (-2,50%), óleo diesel (-1,32%), gás veicular (-0,97%) e gasolina (-0,68%).
Em Alimentação e bebidas (-0,66%), a alimentação no domicílio caiu 1,14%, puxada por quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Entre as altas, destacaram-se a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,40% em junho para 0,55% em julho; a refeição passou de 0,39% para 0,66%, enquanto o lanche desacelerou de 0,45% para 0,30%.
Entre as regiões, o maior índice foi registrado no Rio de Janeiro (0,44%), influenciado pela alta nas passagens aéreas (24,34%) e na energia elétrica residencial (4,88%). O menor resultado ocorreu em Belém (-0,22%), com queda no açaí (-19,45%) e na gasolina (-3,35%).
Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (28).
Fonte da matéria: infomoney.com.br


