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Toque no play para começarFoto: Lay Amorim/Achei Sudoeste
O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 23 de julho de 2025, aponta que o país alcançou o menor nível de mortes violentas intencionais (MVI) desde o início da série histórica, em 2012. A taxa caiu 8,2%, passando de 20,6 para 19,1 óbitos por 100 mil habitantes, e o total de mortes reduziu de 44.127 para 40.775 no ano.
O indicador de MVI agrupa homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e letalidade policial, tanto de agentes em serviço quanto de vítimas da corporação. A retração é explicada principalmente pela queda nos homicídios dolosos (-10%), nos latrocínios (-17%) e nas lesões corporais seguidas de morte (-15,2%).
Em contrapartida, o anuário registra aumento em dois componentes: mortes por intervenção policial subiram 5,4% e os feminicídios cresceram 4% em relação a 2024.
O relatório ressalta que a redução não ocorreu de forma uniforme entre os estados. Sete unidades federativas tiveram aumento nas mortes violentas: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%). Entre as maiores quedas estão Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%) e Mato Grosso (-23,2%).
O anuário destaca ainda o agravamento da violência de gênero: em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas foram vítimas de feminicídio, a maior proporção desde a tipificação do crime em 2015. Foram 1.571 feminicídios no ano — média de 4,3 mortes por dia — e a taxa nacional ficou em 1,4 por 100 mil mulheres.
Além do aumento dos crimes consumados, as tentativas de feminicídio cresceram 5,9% na comparação com 2024, totalizando 4.189 sobreviventes. Os dados indicam que, para cada feminicídio consumado em 2025, houve quase três tentativas. Ao somar feminicídios e tentativas por região, o Centro-Oeste e o Norte apresentaram as maiores taxas de letalidade e violência contra a mulher, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.
Fonte da matéria: acheisudoeste.com.br


