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Principais raças bovinas para a pecuária de corte na Bahia

Principais raças bovinas para a pecuária de corte na Bahia

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Fonte: Créditos: Wenderson Araujo

O Brasil é destaque mundial na pecuária de corte, e parte desse desempenho se apoia no uso de genômica e no melhoramento genético das raças. No estado da Bahia, a seleção da raça adequada a cada microrregião — considerando clima, tipo de pastagem e sistema produtivo — é determinante para o fortalecimento do setor.

A base do rebanho nacional é formada por raças zebuínas (Bos indicus), valorizadas pela adaptabilidade aos trópicos, resistência a parasitas e aproveitamento de pastagens. O Nelore é a principal raça do país, respondendo por cerca de 80% do rebanho de corte; é reconhecido pela rusticidade, facilidade no parto e boa adaptação a altas temperaturas, sendo responsável por grande parte da carne consumida e exportada pelo Brasil.

O Guzerá, uma das primeiras zebuínas introduzidas no país, é apreciado por produzir carne e leite de qualidade e pela tolerância à estiagem. Na Bahia, tem presença relevante especialmente no Semiárido e é amplamente usado em cruzamentos estratégicos.

O Brahman, desenvolvido nos Estados Unidos a partir do cruzamento de zebuínos brasileiros, destaca‑se pelo ganho de peso rápido, conformação de carcaça e eficiência alimentar em climas quentes, atributos valorizados em sistemas de produção intensificados.

Entre as raças desenvolvidas no Brasil, o Tabapuã — conhecido como “zebu mocho brasileiro” — chama atenção pelo temperamento dócil e pela boa habilidade materna, características úteis em propriedades familiares e comerciais.

Além dos zebuínos, o taurino Angus, originário da Escócia, ocupa nichos de mercado que exigem carne mais marmorizada e macia. Segundo a Associação Brasileira de Angus, grande parte da produção é destinada à exportação. O Angus também é muito utilizado em cruzamentos industriais por acelerar a precocidade sexual e elevar a qualidade da carne.

A escolha de genótipos deve estar alinhada ao sistema produtivo da propriedade. Produtores que investem em nutrição adequada, sanidade preventiva e escrituração zootécnica tendem a obter maiores taxas de desmame e melhor rendimento de carcaça no abate.

Fonte da matéria: iagronoticias.com.br