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Toque no play para começarFoto: Wenderson Araujo/Trilux
A Bahia registrou o maior valor da produção agrícola do Nordeste em 2025, totalizando 56,23 bilhões de reais, segundo a SEI. O estado respondeu por cerca de 6,1% do total nacional e manteve-se na sétima posição entre os estados do país, com a Bahia sozinha respondendo por 49% do valor produzido na região.
O desempenho foi impulsionado pela valorização de culturas como soja, café e frutas, além de condições climáticas favoráveis, maior mecanização e diversificação agrícola. A produção de grãos cresceu 13,3% em relação a 2024, alcançando 13,76 milhões de toneladas, o maior volume da série 2015–2025.
Entre os principais produtos, a soja liderou o valor de produção, com 16,55 bilhões de reais, seguida pelo algodão, com 7,85 bilhões, e pelo cacau, com 5,80 bilhões. Os cafés arábica e canephora, somados, movimentaram 6,91 bilhões de reais.
Na região Oeste da Bahia, a produção agrícola mostrou força, concentrando 39,5% do valor estadual. Municípios como São Desidério e Formosa do Rio Preto destacaram-se entre os maiores produtores do país, com 8,22 bilhões e 5,89 bilhões de reais, respectivamente, ocupando posições de destaque na produção de soja.
A fruticultura irrigada também contribuiu para o desempenho, com destaques em Juazeiro e Casa Nova, além de Mucugê, Ibicoara e Itamaraju em culturas como hortaliças e café canéphora. A Bahia confirmou liderança nacional na produção de manga, maracujá, graviola e cebola, mantendo forte participação em mamona e sisal (95,4% e 96,8% da produção brasileira, respectivamente).
Para a safra 2026/2027, a previsão é de manutenção do volume de produção de grãos, com atenção especial à produtividade. A Conab estimou 15,14 milhões de toneladas de grãos na Bahia, estabilidade em relação ao ciclo anterior, com expansão de área de 110 mil hectares (2,7%), mas queda de 2,6% na produtividade média, para 3,61 t/ha. Entre as culturas, a soja deve alcançar 9,21 milhões de toneladas, queda de 2,6%.
O cenário aponta para a influência do El Niño, que pode alterar chuvas e temperaturas, exigindo planejamento ge adequado por parte dos produtores baianos para possíveis ajustes no manejo das lavouras ao longo do ciclo.
Fonte da matéria: iagronoticias.com.br


