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O empresário Bruno Karttos Oliveira Nascimento, um dos proprietários do Feira FC, foi removido da investigação que apura esquema de apostas ilegais, golpes e lavagem de dinheiro. A decisão ocorreu após a Justiça reconhecer que a inclusão dele entre os alvos ocorreu com base em informações societárias incorretas.
A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro acolheu embargos de terceiro apresentados por Bruno e determininou a retirada dele do rol de investigados, além da liberação total de valores bloqueados e a devolução de bens apreendidos durante a operação.
A vinculação inicial foi motivada por um relatório do BTG Pactual ao Coaf, que apontava Bruno como beneficiário final com 90% de participação na Code Tech Enterprise Ltda., atual Code Fabrik Enterprise Ltda. Com base nesses dados, houve o bloqueio de quase R$ 95,8 milhões.
Entretanto, a Junta Comercial de São Paulo não trazia registro de participação de Bruno na empresa, e o próprio BTG Pactual informou que não havia relação entre o empresário e a companhia. O Ministério Público afirmou que, em diligências, o banco negou qualquer vínculo em 26 de agosto de 2026, e apontou que Danilo de Falco era o único sócio e administrador da empresa.
Com a reconstituição dos fatos, o Ministério Público passou a defender a retirada das medidas cautelares contra Bruno, entendendo que a base fática da imputação havia sido eliminada. A Justiça autorizou o levantamento integral do bloqueio, a devolução de bens e o encerramento das medidas de sigilo, mesmo mantendo o processo ativo para os demais investigados.
A decisão também encaminhou ofícios ao COAF e ao Banco Central para que tomem conhecimento da falha na identificação do beneficiário final da empresa investigada. O MPRJ ressaltou que a retirada de Bruno é estritamente pessoal e não altera as medidas contra os demais alvos da operação.
Fonte da matéria: atarde.com.br


