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Toque no play para começarFonte: Divulgação/Amazon
A Amazon apresentou o projeto Amazon Leo Direct-to-Device (D2D), que prevê a criação de uma constelação de até 5.105 satélites de baixa órbita para fornecer conexão direta a smartphones e outros dispositivos móveis, sem depender de torres de telefonia. A empresa informou que a implantação da rede deve começar em 2028.
A iniciativa tem como objetivo levar serviços de voz, mensagens, acesso à internet e comunicações de emergência a áreas onde as redes móveis tradicionais não alcançam, como regiões remotas e localidades afetadas por desastres naturais.
O sistema usará milhares de satélites distribuídos em diferentes órbitas para garantir cobertura global. Aparelhos compatíveis se conectarão diretamente aos satélites, dispensando infraestrutura terrestre em locais sem sinal. A Amazon ressaltou que isso dependerá de smartphones com chipsets preparados para comunicação via satélite, tecnologia que já começa a aparecer em modelos recentes de fabricantes conhecidos.
Um diferencial apontado pela empresa é o processamento de dados a bordo dos satélites, em vez da simples retransmissão para estações terrestres. A constelação também usará enlaces a laser entre satélites para encaminhar tráfego de forma mais eficiente, reduzindo latência e aumentando a confiabilidade da rede.
A Amazon diz que, além de atender usuários finais, a rede poderá suportar operações logísticas, monitoramento por sensores remotos, gestão de frotas e resposta a emergências. O projeto será desenvolvido em cooperação com operadoras de telecomunicações para complementar as redes móveis existentes em locais onde a instalação de infraestrutura terrestre é inviável.
A empresa já anunciou acordos com operadoras como Vodafone, DirecTV, Herotel e National Broadband Network, e citou parceria com a Apple para expandir serviços via satélite em modelos compatíveis de iPhone e Apple Watch. A novidade foi divulgada no dia 27/07/2026.
Alguns comentários destacam que a proposta da Amazon tende a chegar primeiro a áreas onde a concorrente Starlink, de Elon Musk, ainda não atua.
Fonte da matéria: canaltech.com.br


