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Brasil se destaca nas exportações de manga por janelas sazonais e qualidade

Brasil se destaca nas exportações de manga por janelas sazonais e qualidade

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Fonte: Reprodução

O Brasil vem ganhando relevância no comércio global de manga ao aproveitar janelas de mercado abertas quando grandes concorrentes apresentam baixa oferta. A demanda dos Estados Unidos é um dos fatores que reforçam esse movimento.

A variedade Tommy é a mais exportada pelo Brasil para os EUA. O México, principal fornecedor norte-americano, encerra sua safra por volta de agosto, permitindo que o Brasil abasteça o mercado americano sozinho até meados de outubro ou novembro, antes do aumento de volume do Equador.

No Vale do São Francisco, as cultivares Palmer, Kent e Keitt são as mais rentáveis. A região produz mangas premium, com alto teor de açúcar e baixa fibra — características valorizadas em mercados como o europeu e o asiático — e concentra sua safra estratégica no segundo semestre para aproveitar essas janelas comerciais.

Na Europa, as compras de mangas africanas e espanholas terminam no fim do verão do Hemisfério Norte (setembro), e o Brasil mantém atuação forte até dezembro, quando a grande safra marítima do Peru começa a pressionar preços globais.

As janelas para Japão e novos mercados vão de agosto a novembro e exigem auditorias anuais rigorosas com foco em segurança fitossanitária. O Vale do São Francisco, ao dominar técnicas de indução floral, consegue oferecer frutas adequadas a essas exigências.

Condições climáticas adversas em outros países influenciam fortemente as exportações para os EUA no segundo semestre. O Equador apresenta baixo volume para envios em outubro, na janela iniciada na semana 38 (primeira quinzena de setembro), devido a problemas climáticos que prejudicaram a produção.

O México projeta exportar cerca de 86,1 milhões de caixas nesta temporada, contra 102,9 milhões no ano anterior. Além do México, os EUA importam mangas da República Dominicana; a Guatemala praticamente encerrou sua temporada, e Brasil e Equador devem entrar gradualmente, porém sem suprir totalmente o volume mexicano.

O Peru mostra áreas com pouca floração e, em Piura, prevê-se queda de temperatura após meados de julho. Na Espanha, por causa da escassez hídrica, a florada é de boa qualidade, mas a estimativa é de produção 25% a 30% menor em relação a 2025. Em Israel, a produção deve ser 50% inferior à de 2025, afetada por flutuações climáticas e pelo ciclo de colheita prolongado do ano anterior.

Esses fatores externos abrem uma janela de oportunidade para o Brasil no mercado americano. No Vale do São Francisco, o manejo do florescimento por irrigação e reguladores de crescimento permite colheitas ao longo do ano, embora a região concentre sua oferta no segundo semestre para aproveitar os principais mercados.

Os preços já refletem esse movimento: a manga Tommy registra preço médio de R$ 5,18 na semana 27/2026, enquanto a Palmer está cotada em cerca de R$ 2,99 — valores superiores aos praticados em 2024 e 2025.

Fonte da matéria: iagronoticias.com.br