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Toque no play para começarFonte: Reprodução
Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller | 23/07/2026 às 16:58
Testamos a TV 3.0 durante a semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina usando o receptor DTV+ da Intelbras conectado a uma televisão convencional. A experiência evidenciou duas vantagens claras: transmissão em 4K e opções de interatividade integradas ao aparelho.
Entre os recursos observados estão menus acessíveis pelo controle remoto com estatísticas da partida, escalações, indicações de substituições e cartões, enquetes ao vivo e possibilidade de selecionar diferentes faixas de áudio — inclusive desligar a narração e ouvir apenas os sons do estádio. Algumas transmissões podem oferecer também câmeras alternativas, quando disponibilizadas pela emissora.
A imagem em 4K destacou-se especialmente em telas grandes, com mais detalhes no gramado, nos uniformes e nos rostos dos jogadores e maior nitidez em planos abertos. No entanto, durante o período de testes, o jogo da Copa foi a única transmissão encontrada em 4K; o restante do catálogo da emissora testada manteve poucos conteúdos nessa resolução.
O kit utilizado inclui um receptor DTV+ da Intelbras e uma antena interna. A instalação e a configuração são simples; o aparelho atua como conversor para televisores que ainda não têm suporte nativo ao novo padrão, e a navegação pelas funções ocorre pela interface do receptor e seu controle remoto.
Apesar da tecnologia funcionar bem, há limitações relevantes: o sinal oficial da DTV+ está disponível apenas em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, e, até o momento, apenas a Globo transmite no novo padrão. Isso reduz a utilidade do conversor para quem busca variedade de conteúdo.
O preço do kit é outro obstáculo: o equipamento custa mais de R$ 600, um valor alto diante da disponibilidade restrita do serviço e da oferta limitada de transmissões em 4K e recursos interativos.
Conclusão: a TV 3.0 cumpre a proposta técnica de melhorar imagem e oferecer interatividade diretamente pela televisão, sem depender do celular. Para entusiastas nas cidades atendidas e que queiram experimentar a novidade, o receptor pode valer o investimento inicial. Para a maioria do público, porém, a recomendação é aguardar maior adesão de emissoras, expansão do sinal e inclusão nativa do padrão em televisores, o que reduziria a necessidade do conversor.
Fonte da matéria: canaltech.com.br


